Macro-algas – Cuidados e Benefícios!

Macro-algas ou plantas marinhas como são chamadas na maioria das vezes, desempenham um papel fundamental no aquarismo marinho. Quando elas não estão sendo usadas em um refúgio como abrigo, elas são aproveitadas como alimento para herbívoros ou vista como competidoras de nutrientes auxiliando num bom funcionamento de um sistema. Este trabalho se objetiva a discutir os atributos e benefícios das algas marinhas superiores. Será detalhado também a sua criação e identificação das macro-algas mais comuns encontradas nos oceanos e conhecer os seus locais de desenvolvimento.

Amando ou odiando, as algas são uma parte inevitável de um reef. A palavra macro-algas pode ser basicamente definida como: “algas, que são visíveis a olho nu.” Elas não são micro-algas ou fitoplânctons, embora a fase de esporos de várias espécies têm sido erroneamente identificado como espécies do fitoplâncton no passado. Seria útil se pudéssemos dizer que macro-algas conjunto de muitas células, e microalgas de uma única célula, mas isso nem sempre é o caso. Várias macro-algas são unicelulares, incluindo Acetabularia e Caulerpa. Além disso, poderíamos argumentar que uma grande quantidade de fitoplâncton são visíveis a olho nu o que torna o assunto mais curioso.

As algas marinhas são formas primitivas de plantas e devido à falta de tecido vascular elas são definidas como algas. Espécies de macroalgas são divididos em três grupos baseados em seus pigmentos fotossintéticos: Phaeophyta (os marrons), Rhodophyta (os vermelhos) e Chlorophyta (Os Verdes).

Macro-algas entram no sistema de duas formas: as voluntárias que se desenvolvem nas rochas-vivas e as que se desenvolvem em um refúgio trazendo benefícios ao reef ou apenas como objetos decorativo. Eu uso o termo “voluntário” para descrever macro-algas do tipo: hitchhikers, porque raramente são visíveis em uma rocha recém adquirida. Elas parecem chegar do nada depois de alguns meses ou anos de dormência. Estas voluntárias crescem a partir de esporos, que estavam adormecidos aguardando condições ambientais adequadas para o desenvolvimento.

Várias destas voluntárias são totalmente inofensivas, embora talvez sem graça. Elas normalmente não crescem rápido o suficiente para ser verdadeiramente nocivas, e não afetam significativamente a qualidade da água no sistema. Por outro lado, se estas voluntárias são os únicos grandes organismos fotossintéticos em um aquário, elas poderão dominar o sistema (veja foto abaixo). No entanto, macroalgas pertencentes aos gêneros na Tabela 1 (abaixo) são normalmente favoráveis encontrar em um aquário e podem ser controladas com um pouco de poda mensal ou com animais herbívoros se não for o caso de mantê-las como decoração.

Tabela 1: Macro-algas voluntárias mais comuns nas rochas vivas:
Gênero Nome comum
Padina onion ring algae
Lobophora wafer algae
Batophora pipe cleaner algae
Acetabularia mermaid’s wine glass
Neomeris spindle weed
Halimeda cactus algae
Sargassum Sargassum or drift algae


Outros voluntários são concorrentes mais agressivos por nutrientes, luz e espaço. Estes incluem Dictyota, Bryopsis (algas pena) e Caulerpa. Duas dessas algas são conhecidas por termos descritivos, como o vermelho “algodão doce” e “turfas vermelhas”. Ambas são ameaças em aquários marinhos, pois elas podem crescer rapidamente sobre os corais e outros invertebrados sésseis. Portanto a melhor alternativa para seu cultivo seria em um local reservado como sump ou refugio.

Lidar com Perturbações das macro-algas.

Uma das primeiras perguntas que um aqurista faz quando encontra um macro-alga no seu sistema é: “o que é isso?” Apesar de muitos gêneros de macro-algas serem relativamente fáceis de identificar pela aparência apenas, a maioria não podem ser identificadas a nível de espécie, sem um especialista em Ficologia (estudo de algas). Identificação de algas vermelhas, em particular, é um caso penoso, porque há mais espécies de algas vermelhas do que verdes e marrons somadas.

Se você é aventureiro (ou curiosos), estão disponíveis vários guias excelentes para identificação de macro-algas, incluindo o clássico D.S. Littler’s classic, Marine Plants of the Caribbean. Ferramentas de pesquisa como o AlgaeBase.org também ajudará bastante, assim como uma busca no Google.com. A desvantagem de ambos os sites é que eles exigem alguns macetes, como nomes ou partes deles para iniciar uma busca. Seria impossível fornecer um guia para todas as macro-algas que encontramos em nossos sistemas, mas diversas galerias estão disponíveis online, incluindo Algae Album – An Algae ID Slideshow e Algae Page. Mesmo com essas ajudas visuais, uma identificação correta não é garantida já que algumas espécies (especialmente as vermelhas) só pode ser identificadas através do uso de um microscópio e acesso às suas etapas de vida e história.

Em vez disso, para algumas das algas indesejáveis, é mais importante saber como lidar com elas do que saber o nome exato. Para Dictyota, Caulerpa e qualquer uma das macro-algas menos agressiva, a remoção manual é o suficiente. É importante a remoção de todas as algas, incluindo os pequenos fragmentos que se desprenderem, ou estes podem iniciar uma nova colônia em outras partes do sistema.

Muitos aquaristas também têm sucesso usando rabbitfish, triggerfish e turbo snails para manter suas rochas-vivas limpas. Para invasões de algas filamentosas, blênios ou caranguejos esmeralda são bastante utilizados com sucesso. Uma outra alternativa não usual é lançar mão de ouriços para o controle dessa algas, ou podem optar por remover a rocha afetadas e limpá-lo com uma escova em água corrente.

Eventos “sexuais”

Em sua luta contra as algas, é útil saber um pouco sobre o ciclo básico de vida. A maioria das algas seguem um ciclo de vida bastante previsível definido em torno de seus estádios reprodutivos. Não é muito diferente do ciclo de vida de coral, incluindo uma etapa de esporos pelágicos e um estágio bentônicos dominante. Além disso, as algas podem permanecer dormentes como esporos presas ao substrato, que é o início do ciclo de vida típico de um coral.

A maioria das espécies de algas crescem presas ao substrato a partir de um esporo (semelhante a uma semente de plantas superiores), em uma fase de crescimento vegetativo da vida. Um estímulo externo é normalmente necessário para iniciar a fase reprodutiva da vida, que começa com a formação de “gametângios” dentro ou na superfície das algas. Estas estruturas seguram os esporos, os gametas de macro-algas. Os esporos são liberados das algas mãe após lise (quebra, destruição) de seus tecidos. Macro-algas podem se espalhar tanto em um aquário quanto na natureza, crescendo sobre o substrato, colonizando uma nova área, ou depositando sob forma de esporo em qualquer lugar.

As algas crescem tranquilamente na fase vegetativa de seu ciclo de vida até ao seu meio ambiente não suporta mais o seu crescimento. Ou, em outras palavras, eles crescem até que se esgotem dos alimentos. Em nossos sistemas fechados, as algas consomem os nutrientes produzidos pelos organismos do aquário. O problema é: a medida que os nutrientes são consumidos pelas macro-algas durante a sua fase de crescimento, não notamos quando eles diminuem ou zeram.
Geralmente, a maioria das algas precisam de mais nitrogênio do que fósforo, potássio, cálcio, magnésio, ferro ou qualquer outro nutriente, com exceção do carbono. Normalmente os aquários possuem vários depósitos de nitrogênio (como abaixo do substrato, skimmers e através de trocas parciais de água). Nesta situação, as algas crescem até sua biomassa não suportar mais o acúmulo de nutrientes disponíveis no sistema. Quando isso acontece, o estágio sexual do ciclo de vida é normalmente acionado. (Nota: Pode ser desencadeada por fotoperíodo mal planejado, luz inadequada, estresse ou de variações nos parâmetros do reef, tais como salinidade ou temperatura).

A melhor defesa contra eventos sexual das macro-algas, particularmente as Caulerpa, é um bom ataque. Realize podas regularmente das macro-algas do refúgio. Fazendo isso estará não apenas exportando nutrientes do seu sistema como irá garantir que a biomassa das macro-algas não aumentem tanto. Além disso, suplementação de ferro pode ser útil em aquários com fontes abundantes de nitrogênio e fósforo nos casos onde as macro-algas ainda possuem um aspecto pálido e crescem lentamente. Nós realmente precisamos de mais dados sobre a suplementação de ferro e seus efeitos sobre algas, peixes e outros invertebrados.

Uma boa alternativa para se evitar problemas com macro-algas é o uso contínuo da iluminação em refúgios ou locais que estão acomodadas. Muitos aquaristas usam um fotoperíodo de 24 horas sobre as Caulerpa para impedir que entrem na fase reprodutiva e sua esporulação. Considerando os relatos de aquaristas, esse método é bastante funcional e eficiente. Não sabemos, no entanto, se as taxas de crescimento são melhores quando se utiliza outras condições de fotoperíodo em comparação com ciclos de 24 horas, ou se o uso contínuo de iluminação apenas adia o evento de esporulação.

Macro-algas verdes, em especial, demonstram sinais avisandoo inicio da sua esporulação ou evento sexual. Tanto Halimeda quanto Caulerpa podemos observar centenas de pequenos pontos verdes em sua superfície um pouco antes de lançar seus esporos (ver foto abaixo). Qualquer alga que possuir estes pontos em sua suerfície deve ser rapidamente retiradas do tanque.

Eventos de esporulação podem ser desastrosos em reefs, pois os esporos são liberados junto com todo o conteúdo existente dentro da célula. Estes conteúdos são liberados no aquário  podendo causar um metabolismo acelerado de bactérias nitrificantes e denitrificantes causando picos perigosos em amônia, nitrito, nitrato e fosfato. A liberação de todos esses compostos orgânicos também pode tirar o oxigênio da água.

Além disso, vários gêneros de algas contêm compostos tóxicos para repelir animais herbívoros de consumi-los, incluindo a toxina caulerpenina encontrada em Caulerpa. Algumas espécies contêm “antibiofouling” outras toxinas que repelem larvas de invertebrados e esporos de outras macro-algas. Embora não existam estudos que revelam a toxicidade desses compostos para peixes e invertebrados em ambientes de aquário, é recomendado que mantenha o tanque livre dessas substâncias evitando o envenenamento dos habitantes.

Se a macro-alga conseguir liberar de esporos no tanque, o dano ao sistema pode ser minimizado se  agir rapidamente. Realize pequenas trocas parciais ao longo dos dias, para ajudar a remover os esporos e o excesso de toxinas. Utilize carvão ativado no sump e monitore o funcionamento do skimmer para garantir que esteja funcionando adequadamente. Além disso, promova uma aeração mais eficiente durante o período de descontaminação afim de evitar intoxicações.

Macro-algas: Benefícos e Beleza

Além das algas indesejáveis e algas voluntárias, alguns gêneros úteis e decorativos estão disponíveis no comércio hoje. Tanto Sargassum quanto Halimeda, que muitas vezes são voluntárias, podem ser belas peças de decoração num reef. Halimeda é uma alga calcária, que possui mais de cálcio, magnésio e alcalinidade em seu organismo do que outras algas, por isso a atenção deve ser redobrada a estes níveis de manutenção, quando há presença de bastante corais e Halimeda no sistema.

Para o refúgio, Ulva (alface do mar), Chaetomorpha (algas espaguete) e Gracilaria, todas são excelentes exportadoras de nutrientes e também servem como alimento para os herbívoros e copépodes. Todas as três podem ser cultivadas em um refúgio, sem se preocupar com alta circulação, mas seu metabolismo será melhor quando são constantemente expostas a luz e nutrientes. Todas as três algas podem tolerar níveis baixos ou altos de iluminação, e pode viver em tanques com pouca ou muita salinidade como no caso de tanques de quarentena e hospital. No caso de Chaetomorpha, seu único inconveniente, é a capacidade de se fragmentar em pequenos segmentos durante um evento típico sexual. Fragmentos de Chaetomorpha muitas vezes são liberados por todo o sistema podendo obstruir bombas causando inundações. Para evitar que isso ocorra, realize podas com freqüência da Chaetomorpha, rotineiramente agite para liberar quaisquer detritos aprisionados o que poderá interferir na captação de luz.

Ochtodes (algas bola azul), Acanthophora (spiny), Botryocladia (uma das algas em cachos de uva) e Halymenia (língua de dragão) também pode ser utilizadas como objetos decorativos em um reef. No entanto, estas não são algas adequadas a ambientes de recifes marinhos. A medida que o uso das macro-algas se torna mais comum nos tanques, podemos descobrir mais conhecimento para a sua manutenção. Também é possível construir um aquário marinho plantado destinado apenas a macro-algas. Como por exemplo um tanque com espécies de Caulerpa, porque não haveria risco das algas cobrirem os corais.

Criação de macro-algas desejáveis

Geralmente, um aquário plantado cheio de algas pode ser classificado como um refúgio atraente. Macro-algas se desenvolvem bem em uma ambiente bem iluminado e com boa salinidade, como lâmpadas luz do dia (independentemente de se as luzes estão T5, PLs ou hqis) em um intervalo de 5000 – 10,000 K. Um aquário plantado, como um refúgio, também precisa de nutrientes para prosperar.

As algas podem ser transplantadas para novas áreas do tanque, unindo pequenos segmentos de substrato ou nas rochas viva. No entanto, muitas macro-algas se desenvolvem melhor quando posicionadas diretamente na areia. (ver quadro 2 para uma lista comum de algas e seu posicionamento em um sistema). Os fragmentos podem ser unidos com cola ou, simplesmente, delicadamente prendendo-os em local com barbante ou linha de pesca. A depender da espécie, a adesão poderá demorar semanas.

Tabela 2: Posicionamento das algas de refúgio e decorativas

Gênero Nome comum
Rocha
Areia
Flutuando
Caulerpa Caulerpa
x
x
Halimeda cactus algae
x
x
Udotea mermaid’s fan
x
Penicillus merman’s brush
x
Ochtodes blue ball algae
x
Gracilaria tang heaven
x
x
Botryocladia red grape algae
x
Chaetomorpha spaghetti algae
x
Acanthophora spiny seaweed
x
Halymenia dragon’s tongue algae
x
Ulva sea lettuce
x
Sargassum Sargassum seaweed
x
x

Sistemas completos de macro-algas servem como excelentes habitats para cavalos-marinhos, peixes-palhaço, gobies, camarão pistola e outros peixes de aquário e invertebrados. Dois ecossistemas particularmente interessante contam com algas: as florestas de algas de água fria na costa da Califórnia, e o Sargaços no Atlântico. Macro-algas também são importantes na renovação de nutrientes nos ecossistemas de recifes de corais, e desempenhar esse papel no leito dos recifes quando as plantas verdadeiras estão no período de dormência no inverno.

Uma floresta de algas é um ecossitema que raramente é reproduzido em aquários devido a sua necessidade de aquários muito grandes, extensas de refrigeração e de acesso à luz intensa. Um dos tanques que reproduzem esses ambientes é o Kelp Forest na exposição de Monterey Bay Aquarium, podendo ser observado ao vivo pela internet. Esta floresta é o lar de muitos peixes de água fria incluindo o Garibaldi, bodião de todas as cores e as listras, anêmonas, tubarões, enguias entre outros. Uma configuração que recria esse ambiente pode ser classificado como aquário avançado. Há também um display de algas em pequena escala ao vivo (fotos abaixo) no Vancouver Marine Science Center, em Vancouver, no Canadá, que é mais longo da escala do que poderia ser realizado em um ambiente de aquário em casa.

Um sistema de Sargassum pode ser consideravelmente mais ao alcance da maioria dos aquaristas. Estas macro-algas flutuam dentro de uma pequena área definida pelas correntes do Oceano Atlântico conhecido como o Mar dos Sargaços. Muitas centenas de espécies de peixes crescem dentro de abrigos das algas flutuantes, como as recém-eclodidas tartarugas marinhas. As algas formam aqui, literalmente, botes salva-vidas e um oásis para a vida marinha. Sargassum flutuantes podem ser encontrados também nos oceanos Pacífico e Índico.

Finalmente, uma maneiras mais fáceis de criar macro-algas em um tanque é montar um jardim voluntário. Uma boa alternativa para iniciar é adquirir rochas vivas com amostras de algas já fixadas. Estas rochas liberam as sementes de algas no tanque e com isso é possível observar alga crescer e tomar forma em seu sistema. Outra alternativa é a de realizar compras de algumas espécies e realizar trocas entre amigos afim de aumentar a sua diversidade fazendo com que o sistema se torne mais atraente e colorido.

Outros atributos das macro-algas

Os seres humanos usam algas fora dos aquários de diversas maneiras, incluindo consumi-lo como nori ou sushi enrolado, já que são ricas em cálcio. Derivados de algas são rotineiramente utilizadas como agentes espessantes em alimentos. O polissacarídeo carragena pode ser encontrada em muitos produtos, incluindo sorvetes, leite de soja, shampoos, espuma de combate a incêndio, várias pastas de dente e até mesmo na cerveja, onde é utilizado para remover o embaçamento residual. Esses usos surgem de várias espécies, principalmente Chondrus crispus, também conhecido como musgo irlandês, algas vermelhas típicas ao longo do litoral de águas frias.

Curiosamente pesquisadores do National Cancer Institute publicou recentemente que a carragena apresentaram propriedades que diminuíram as infecções pelo papilomavírus de células em exames de laboratório (Buck et al., 2006). O boom atual pesquisa em biotecnologia pode aumentar a utilização de algas na nossa sociedade. Em vez de novos fármacos a partir de floresta tropical, que pode ser obtê-los dos oceanos.

De fato, as algas aceleraram as pesquisas nas universidades e laboratórios privados em todo o mundo, como o agar e polissacarídeos agarose. Estes também são derivados de algas vermelhas, e são usados para formar o gel usado para criar placas de Petri que os pesquisadores que trabalham com bactérias, fungos células, animais e fitoplâncton. Eles também são usados em uma grande quantidade de experimentos para o estudo dos genes e DNA.

Para uso doméstico, o ressurgimento recente da medicina holística e homeopatia renovou no uso de extratos de macro-algas. Forro prateleiras dos supermercados, muitas das loções, cremes e hidratantes para a pele contêm extratos de macro-algas.  E, talvez, um dos usos mais bizarros e interessantes de macro-algas, vegetais é a confecção de roupas orgânicas para interessados em usar algo natural sobre seu corpo, que combina algas e pasta de madeira para produzir um tecido na idéia de nutrir a pele como a roupa que veste. Claramente, não são apenas algas em seu aquário.

Preocupações ecológicas

Finalmente, nenhum artigo sobre macro-algas estaria completo sem um aviso à comunidade de aquaristas sobre espécies invasoras de algas. Muitos de nós estamos conscientes que Caulerpa taxifolia, a alga assassina, assim chamada, que invadiram o Mediterrâneo em 1984 e mais tarde surgiu também no litoral, perto de San Diego, Califórnia em 2000. Nove espécies de Caulerpa são proibidos na Califórnia, incluindo C. taxifolia, C. racemosa, cupressoides C., C. mexicana, C. verticillata, sertularoides C., ashmeadii C., C. floridana e scalpelliformis C.. De um modo geral, se a sua morfologia se assemelha em tudo uma pena ou uma uva, não é bem-vinda, na Califórnia.

Como aquaristas responsáveis, precisamos lembrar que os nossos peixes não são as únicas criaturas sob nossos cuidados que podem danificar o ecossistema. É muito simples adicionar água sanitária à água de descarte durante uma manutenção para matar organismos do tanque, e para matar todas as algas colhidas antes de jogar a água do reef pelo ralo. Ou, se você for contra o uso de alvejantes, congelamento alga, ou deixando-a secar completamente, é também eficaz para se evitar a incorporação de novas espécies no ecossistema. Tal ação causará um desequilíbrio nas espécies podendo causar até mesmo a extinção de algumas.

Atualmente, o comércio do aquário marinho, a contragosto aceita o uso de macro-algas como exportadores de nutrientes . No entanto, macro-algas podem ainda ter alguns segredos úteis para os aquaristas marinhos. Macro-algas já fazem muito para a nossa sociedade e os nossos oceanos que podem certamente dar alguns benefícios para o aquarismo – como exportadores, como acentos decorativos e como um novo habitat em aquários marinhos. Aprendemos a gostar dessas algas pois se bem cuidadas podem nos trazer benefícios sem gastos com aditivos e aprendendo muito mais sobre a vida nos sistemas.

Por Sarah Lardizabal  – Reef Keeping 2007

Texto traduzido e adaptado  por Denis Costa

Anúncios

Sobre Denis Costa
Aquarismo Bahia & Sergipe - Forum de Aquarismo

5 Responses to Macro-algas – Cuidados e Benefícios!

  1. chrys says:

    Nossa q artigo interessantissimo!!!
    As macro algas sao de grande importancia ao ecossistema marinho alem disso tive um yellow tang q amava comer caulerpas!!! kkkkkkkkkkk
    parabéns pelo artigo!!!! Chrys

  2. Palazini says:

    Parab’ens por compartilhar essas culturas,
    Sempre acreditei num misto de animais em um Reef, a Biodiversidade
    almenta a chance de Sucesso…

    Oficina da Arte
    Palazini

  3. Pingback: Os números de 2010 « AquaBaSe – Aquarismo Bahia e Sergipe

  4. Maria Elisabete Silva Santos says:

    Olá estou a procura de empresas que ofereção estágios relacionados a algas marinhas, estava fazendo pesquisas sobre algas e me encantei com esse artigo, sou Biologa recém formada e pela UFPI e fiz minha monografia sobre extração de ficocoloides ( ágar-ágar) de algas vermelhas do litoral do Piauí.

  5. Roberto says:

    olá amigo, posso disponibilizar a matéria no meu blog?

    Sim claro! So nao esqueca de referenciar

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: