Realizando trocas parciais de água – TPAs


As trocas parciais de água é por definição o ato de realizar a substituição de parte da água do aquário por uma nova. Isso é algo que todos os aquaristas fazem, existem alguns mais relaxados e outros mais dedicados. A filosofia das trocas parciais de água (TPAs) variam bastante de aquarista para aquarista, porém são na maioria dos casos a chave para ter um reef saudável. Sem dúvida alguma é a maneira mais fácil e barata para se resolver problemas com a qualidade da água. Muitos aquaristas, mesmo nos dias de hoje, ainda relutam para fazer as TPAs, mesmo sabendo das necessidades do aquário em repor alguns elementos perdidos como magnésio, estrôncio, molibdénio e que muitas vezes não podem ser mensurados através de testes e de eliminação de outros como: fosfatos, nitratos.

Eu recomendo o uso de filtragens de osmose reversa e deionisadoras (RO/DI) para o seu reef do que água filtrada em filtros de cerâmica e carvão apenas ou mineral ou diretamente da torneira. A melhor estratégia de se evitar crescimento das temíveis algas indesejáveis é utilizar um sistema de RO/DI de qualidade. Antes de adquirir um filtro como esses certifique-se de que o rendimento em litros/hora atenderá as suas necessidades diárias ou mensais.

Qual sal você deverá utilizar é uma opção pessoal sua, afinal existem muitas marcas de qualidade hoje e se você estiver passando por algum problema no seu reef, busque soluções na qualidade da água que está adicionando, funcionamento dos equipamentos para no fim duvidar da qualidade do sal. Eu mesmo já utilizei algumas marcas de sal e o que estou utilizando atualmente é o Coral Pro Salt da Red Sea, ele foi desenvolvido especialmente para aquários marinhos com corais. Segue abaixo uma pesquisa realizada no fórum Reef Central dos melhores e mais aceitos.

Geralmente eu costumo realizar TPAs de 10% mensais, essa porcentagem vai variar de reef pra reef, quanto maior a densidade de vida nele maior deverá ser essa porcentagem. Quanto mais corais e peixes no tanque, maior será o consumo de substâncias presentes na água. Segue abaixo alguns fatores que influenciam na queda da qualidade da água:

– Densidade de habitantes;
– Quantidade de alimento oferecido diariamente;
– Quantidade de matéria orgânica produzida em seu sistema;
– Eficiência do Skimmer;
– Eficácia do carvão ativado (recomendo o uso esporadicamente)
– Tamanho do refúgio utilizado;
– Volume total do sistema.

Provavelmente você deve ter relacionado mais alguns fatores não listados acima, por exemplo, os corais liberam substâncias químicas protetoras na água, etc. Cada um deverá relacionar os fatores que interferem na situação do seu reef, isso é uma coisa pessoal.

A maneira mais correta fazer um preparo de água e sal é de colocar o sal na água e nunca o inverso, com isso você estará evitando um fenômeno  de hiper-salinidade causada pela grande concentração da densidade logo nos primeiros instantes que adiciona água ao sal. altas densidades, promovem precipitação de elementos, valores de alcalinidade e cálcio vão estar altos e causará formação de aglomerados de cálcio e bicarbonatos e não dissolverão. Portanto lembre-se: água depois sal. Para auxiliar na dissolução, deixe uma bomba ligada dentro do recipiente do preparo.

Equipamentos de trabalho:

Recomendo o uso de um refratômetro, na minha opinião é um equipamento indispensável para quem possui aquário marinho, são bastante precisos do que densímetros. Não deixe de ter um TDS, (mede a quantidade de sólidos dissolvidos), será utilizado para verificar se a água que passou pelo sistema RO/DI esta em condições para uso em reefs. Outro equipamento bem utilizado é o termômetro e se você quiser ir mais longe: medidores de pH é uma boa alternativa. Tenha em mãos testes de amônia, cloro e alcalinidade e por ultimo uma bomba para ajudar na dissolução do sal. Para ter certeza de que a água passada pelo filtro RO/DI esteja em boas condições, você utilizará um TDS. O valor obtido da mensuração deverá ser zero mas qualquer valor abaixo de 5 está aceitável. O teste de amônia é mais por precaução já que a água potável pode vir com altos níveis de amônia por isso é bom prevenir. O teste de cloro é mais para verificar se o seu filtro de carvão ativado está em prefeito funcionamento.
Deixe a água e o sal misturando por 24 horas num balde ou recipiente tampado. Isso possibilitará uma completa dissolução dos sais na água e melhor estabilização dos parâmetros.

TDS de passagem (mede na entrada e a saída)                            TDS portátil

Refratômetro

Operacional:

Uma tarefa um pouco chata é de levar o balde ou recipiente para próximo do aquário sem molhar o chão. Uma boa alternativa para isso caso o recipiente for muito pesado é levar ele sobre um carrinho. Uma estratégia muito boa que um dia vi em um sistema e provavelmente vou adotar no meu é a seguinte: Tenha um tanque dentro do sump com o volume em litros proporcional a TPA necessária, ele deverá receber água do aquário de devolve-la como um refugio ou mudário qualquer.

Minha dica!

Uma boa dica é aproveitar um braço da tubulação de descida do tanque principal e abastecer esse tanque (coloque uma válvula de esfera nesse desvio), logo abaixo nele, instale uma outra válvula de esfera onde a água retornará para o sump, Quando for realizar uma TPA você deverá fechar as duas válvulas de esfera (a de baixo e a do desvio) de forma que isole o tanque dos demais compartimentos, nada acontecerá com o restante do sistema. Após isso conecte uma mangueira na saída desse tanque e drene a água para um recipiente fora do aquário. Em seguida pela mesma mangueira você poderá adicionar a água nova (desde que o recipiente da água nova esteja num nível mais alto que o tanque. feito isso feche novamente a válvula e retire a mangueira e abra as 2 válvulas novamente. A TPA está feita.
Para facilitar o trânsito na casa sem molhar o chão, estou com um projeto para fazer um carrinho com 2 niveis, o primeiro mais abaixo receberá a água drenada do tanque e o segundo mais acima levará água nova, como este último está num nível mais alto, a água nova entrará no tanque com força da gravidade dispensando o uso de bombas nas TPAs. Se você ficou com alguma dúvida ou precisar de maiores detalhes deixe um tópico no fórum.

por Denis Costa – AquaBaSe- Aquarismo Bahia e Sergipe

Sobre Denis Costa
Aquarismo Bahia & Sergipe - Forum de Aquarismo

2 Responses to Realizando trocas parciais de água – TPAs

  1. Kelli says:

    Boa Noite! Fiquei muito interessada em saber melhor como fazer as trocas parciais sem molhar a sala. Meu reservatório de água é um garafão de 20 l , e é até dificil pra eu carregar por ser muito pesado. Se vc puder me ajudar com uma maneira mais prática de fazer essas trocas sem carregar muito peso, ficaria muito feliz. Meu aquário é de água doce!
    E parabéns pelo artigo, vc deve ajudar muita gente!

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